segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Restaurada

Olhos cerrados.
Deitada ergue os braços, 
ondas de energia percorrem seu corpo.
Percebe que não se encontra só.
Mãos suaves  tocam suas mãos.
Uma paz celestial lhe invade.
Num segundo é transportada a um campo iluminado.
Uma voz angelical sussurra palavras de esperança.
Embalada num  sorriso, abre os olhos.
O pensamento divaga, terá sido um sonho?
Porém, aquela sensação de proteção permanece.
E ela não pode negar,
se sente renovada para lutar.






quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cenas


No grande teatro, abrem-se as cortinas...
Vida e morte se confrontam.
A primeira desliza suave, mostra seus encantos,
abre um largo sorriso, contagia os espectadores.
A segunda se apresenta sorrateira, tímida, por vezes intempestiva,
o público a teme, por isso a respeitam.
A grande maioria deseja ardentemente a vida como vitoriosa, mas 
não se  deixam enganar.
Em dado momento elas se abraçam e por um minuto se fundem
num balé ritmado, levando a platéia ao delírio.
Exaustas viram-se  e, sem despedir caminham cada uma
para um lado, cientes de terem desempenhado bem o seu papel.
Sabem que não existem vitoriosos, e que se encontraram
muitas e muitas vezes, simplesmente pelo sabor do espetáculo.



sábado, 23 de julho de 2011

Trabalho

De súbito os olhos se abrem
segue o bocejo, a preguiça matinal.
Leva a mão ao rosto, coça a cabeça.
Ri, incrédulo... hora de levantar.
Mais um dia começa.
De um salto, se põe de pé.
Café, roupa, dentes, cabelo.
Uma piscadinha pro espelho.
Chave na mão, abre o portão.
Pessoas vêm e vão.
Respira a natureza e tem uma certeza,
voa... que hoje não dá pra se atrasar.

sábado, 16 de julho de 2011

4:22 hs

Noite fria, debaixo do edredon, podia sentir
suas mãos suadas lhe tocando..
Despertara assim, um leve sorriso percorreu
seus lábios, ao recordar a noite passada.
Sentia sede.
Delicadamente levantou, evitando fazer qualquer tipo de barulho.
Atravessou o quarto em meio a escuridão,
sorveu em pequenos goles,
a água doce q  parecia um líquido mágico.
Em fração de segundos muitos pensamentos povoaram sua mente,
entre eles a lembrança de tempos passados,
onde a solidão era sua companheira.
Sacudiu a cabeça como querendo afastar tais lembranças.
Fez o caminho de volta. Sua amada dormia serena.
Aninhou-se, colocando a mão em seu seio,
beijou suavemente seus lábios,
pronunciou algumas palavras em forma de oração,
agradecendo a Deus por ter colocado em seu caminho,
tão admirável mulher.
Respirou a paz, voltou a dormir, feliz.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Leveza

De repente compreendeu que não precisava mais de refúgio.
Passou a amar sem distinção.
Sem exigir retribuição..
Trazia enfim,  no peito
uma paz jamais sentida.
E quando a noite chega, fecha os olhos
e sorri, aquele sorriso de menina.
Pensa nas maravilhas
que pode realizar com alguns pequenos gestos.
Não espera glórias, nem aplausos.
Hoje só faz agradecer,
carrega na alma a satisfação de ser livre.
A liberdade que só tem,
quem não guarda  medos
nem segredos.

sábado, 2 de julho de 2011

Lugar onde moro.

 Porque nem sempre é preciso palavras...
 Pôr do sol - foto Cris