terça-feira, 4 de outubro de 2011

Túnel



Se a porta está aberta é para deixar entrar.
Aonde chega a luz , há também escuridão.
Os dias seguem...
sol e chuva
noite e dia
certezas e dúvidas
tristezas e alegrias.
No caminho, de tudo se pode vislumbrar.
Só não se pode parar.
Descansar é natural, mas a viagem só termina quando
cruza o ponto final.

sábado, 3 de setembro de 2011

Solução

Caminhando em corda bamba.
Opa! Isso dá samba.
Maculelê, maculalá onde vamos parar.
Me diz aí um refrão.
Me dá a nota da canção.
Sol, lá... vem cá.
Dedilhar. Bater tambor.
Soa a cuíca. Vamo se agita.
Tamborim, reco-reco, bangolim.
Pandeiro, tan-tan, surdo, cavaquim.
Se assanha a passista e não tem quem resista.
O jeito é sambar sem se incomodar.
A vida é diversão, mesmo estando em contra mão.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Restaurada

Olhos cerrados.
Deitada ergue os braços, 
ondas de energia percorrem seu corpo.
Percebe que não se encontra só.
Mãos suaves  tocam suas mãos.
Uma paz celestial lhe invade.
Num segundo é transportada a um campo iluminado.
Uma voz angelical sussurra palavras de esperança.
Embalada num  sorriso, abre os olhos.
O pensamento divaga, terá sido um sonho?
Porém, aquela sensação de proteção permanece.
E ela não pode negar,
se sente renovada para lutar.






quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cenas


No grande teatro, abrem-se as cortinas...
Vida e morte se confrontam.
A primeira desliza suave, mostra seus encantos,
abre um largo sorriso, contagia os espectadores.
A segunda se apresenta sorrateira, tímida, por vezes intempestiva,
o público a teme, por isso a respeitam.
A grande maioria deseja ardentemente a vida como vitoriosa, mas 
não se  deixam enganar.
Em dado momento elas se abraçam e por um minuto se fundem
num balé ritmado, levando a platéia ao delírio.
Exaustas viram-se  e, sem despedir caminham cada uma
para um lado, cientes de terem desempenhado bem o seu papel.
Sabem que não existem vitoriosos, e que se encontraram
muitas e muitas vezes, simplesmente pelo sabor do espetáculo.



sábado, 23 de julho de 2011

Trabalho

De súbito os olhos se abrem
segue o bocejo, a preguiça matinal.
Leva a mão ao rosto, coça a cabeça.
Ri, incrédulo... hora de levantar.
Mais um dia começa.
De um salto, se põe de pé.
Café, roupa, dentes, cabelo.
Uma piscadinha pro espelho.
Chave na mão, abre o portão.
Pessoas vêm e vão.
Respira a natureza e tem uma certeza,
voa... que hoje não dá pra se atrasar.